Salvador, 19 de novembro de 2013
A violência nas escolas públicas, tanto
na capital quanto no interior da Bahia, é uma realidade, não há como
negar. Na capital, a média é de 0,9 por dias letivos, quase um caso de
violência diário, seja de aluno contra aluno, seja de estudante contra
professor. Essa estatística tem por base a Delegacia para o Adolescente
Infrator. No interior, os órgãos de segurança e a própria Secretaria
Estadual de Educação não têm estatística, então não sabemos quantos
casos de violência ocorrem nas escolas. Mas temos certeza que não são
poucos. Recentemente, em 12 de novembro, a
população de Macarani sofreu com um desses exemplos de violência, quando
a feira cultural em um colégio ficou manchada por um assassinato.
Refiro-me à reação de um adolescente que seria atacado por outros três
menores, reagiu, matou um e feriu outro. Dói sabermos que o de mais
idade tinha apenas 19 anos, enquanto os outros não haviam passado dos 15
anos. É a nossa juventude colhida pelo tráfico de drogas. Precisamos cada vez mais investir na
Educação. Só assim conseguiremos derrotar essa praga. Não há outra
maneira. Educação, Saúde e Segurança são os pilares da Democracia, se um
deles vai mal, todo o resto estará comprometido. Nossa solidariedade a essas famílias
sofridas que veem seus filhos envolvidos em violência, às vezes fatais.
Não vamos desistir, continuaremos tendo fé em dias melhores, e confiem
na Educação, no conhecimento, só assim poderemos vislumbrar um futuro
melhor.
Abraços a todos de Macarani.
Nossa solidariedade a essas famílias
que acreditam na cidadania, na honestidade, nos valores que nos
credenciam como civilização.
Professor Rui Oliveira
Coordenador-geral da APLB-Sindicato
Secretário de Política Sindical da CNTE
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